Nunca me achei uma boa leitora. Quando eu estava na escola, sempre apreciei o tanto de livros que a minha irmã emprestava da biblioteca. Então, comecei a ler os livros que ela lia... e outros também. Quando começo a ler um livro que me agrada, a sensação é única. É um momento meu, de desligamento do mundo presente, uma viagem para outros mundos, uma outra vida.
O que me leva a gostar de um livro nem sempre é a história; às vezes, ela seria ótima, se fosse escrita de outra maneira. Mas, também, não adianta o escritor escrever de forma poética ou totalmente inovadora se a história é super chata. Eu não sou do tipo que gosta do livro porque o autor é famoso ou porque é da Academia de Letras. Para mim, um bom livro tem que ter “história” e ser “bem escrito”. Mesmo com tudo isso, não me acho uma leitora assídua. Tenho uma lista enorme de livros que quero ler e não sei quando vou poder começar.

Nei:
Meu encontro com a leitura se deu muito cedo através das histórias em quadrinhos. Ainda criança lia muito e os personagens eram meus amigos: eu participava de suas aventuras, imaginava outras histórias junto deles. Lia também as revistas Placar e Manchete, livros didáticos de geografia e história de meus irmãos mais velhos e assim comecei a conhecer o mundo de "verdade", suas guerras, heróis e regiões remotas. Os anos passaram e eu tive o prazer de conhecer Machado de Assis (me vi em Bentinho), Marcos Rey (fiquei com medo da droga da obediência), Guimarães Rosa (tive a certeza de que eu também teria minha hora e minha vez como Augusto Matraga), Mário de Andrade (me diverti com Macunaíma), Erico Verissimo (Capitão Rodrigo sempre me dá uns conselhos sempre que é noite de vento), Vinícius de Moraes (poesia muito útil em contextos amorosos), Flaubert e Proust (depois de Educação Sentimental parti para Em busca do tempo perdido), Garcia Marquez (que alegria me trouxe Cem anos de solidão - quando chove vem a minha mente as passagens desta narrativa), Berthold Brecht (seus poemas falavam tudo o que gostaria de dizer), Manuel Bandeira (Soneto Inglês nº 2 já foi meu slogan), Luis Vilela, Mario Prata, Caio Fernando Abreu, Camões e Pessoa. Enfim, a leitura moldou o que hoje sou.
Osana:
A coleção Vaga-lume fez e faz a diferença na formação do leitor. Quando adolescente, li e reli demasiadamente os livros contidos nesta coleção e ainda hoje, enquanto formadora de leitores e opinião, indico como leitura aos meus alunos estes clássicos nacionais.
Rosimeire A.:

Rosimeire D.:
Uma das experiências que eu tive com a leitura que jamais esqueço, foi quando ainda era criança, eu devia estar na quarta série, não lembro exatamente que idade eu tinha. A escola em que eu estudava, no sítio, não tinha biblioteca, eu não tinha acesso a livros, mas minha irmã, um pouco mais velha que eu, estudava em outra escola que tinha biblioteca e ela sempre retirava livros para ler em casa. Os livros que ela trazia, sempre eram da coleção Vaga-lume: Zezinho, o dono da porquinha preta; O caso da borboleta Atíria; O rapto do menino de ouro e tantos outros, e eu lia todos. Como eu não tinha esse contato com os livros na minha escola, eu adorava quando minha irmã chegava com um título diferente para eu ler também. Dentre os livros dessa coleção havia um que eu nunca tive coragem de ler, pois o título me causava medo. O livro? O escaravelho do diabo, nunca li esse livro e confesso que até hoje não tenho interesse em lê-lo. Essa passagem da minha vida que me colocou em contato com a leitura me marcou muito, as leituras realizadas naquela época tinham um sabor inexplicável.
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